O avanço da digitalização em Moçambique tem trazido inúmeras vantagens, mas também exposto o país a uma vaga crescente de crimes cibernéticos. Relatórios recentes de segurança indicam que o roubo de identidade, a clonagem de cartões de acesso e os ataques de phishing (mensagens falsas para roubar dados) dispararam nos principais centros urbanos como Maputo, Matola e Beira, afetando tanto cidadãos comuns como a administração pública.
Especialistas alertam que muitas organizações ainda operam sem o conhecimento prático da Política Nacional de Segurança Cibernética (PENSC), o quadro legal desenhado para proteger as infraestruturas críticas do país. A falta de “higiene digital” — que inclui desde o uso de senhas fracas até à partilha inadvertida de dados institucionais em redes Wi-Fi públicas — continua a ser a maior porta de entrada para os criminosos digitais. Para os analistas, a resposta a esta vulnerabilidade não passa apenas por investir em softwares caros, mas sim em educar o utilizador final.
Nota do Editor: Para ajudar a mitigar estes riscos e capacitar profissionais e cidadãos sob as diretrizes da PENSC, a nossa plataforma disponibiliza gratuitamente o módulo formativo “Introdução à Cibersegurança e Proteção de Ativos de Informação”.
